segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Saudade

Não sou poeta mas gosto de poesia. Desta vez pensei também em escrever um poema. Na verdade, não consigo imaginar a vida sem amor, qualquer que seja a sua forma: Universal, colectiva, individual, concreta, abstracta, religiosa ou metafísica. Agora, a paixão entre um homem e mulher é a génese de tudo e vale uma vida. Seja ao menos para sussurrar aquela frase mágica: amo-te, meu amor!
Aqui fica o meu poema intitulado "saudade".
Saudade
O tempo passou
e eu não te ofereci flores
Nem te escrevi um poema,
é tarde
bem sei
mas sinto pena.

Pena dentro de mim,
Lembranças de rosas brancas e vermelhas,
de cravos encarnados e flor de jasmim,
brinco de noiva ou de princesa
- um dos dois - de certeza

Quando em versos de rima ausente
a saudade bate de repente:
o passado, os anos e tantas luas
e quantas, quantas…
saudades tuas

Em Primavera que se fez Verão
de andanças e distância percorrida
- Espaços, mar e paixão –
vagas enroladas da vida
da vida que se findou

O tempo passou
e eu não te ofereci flores
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